“Nuestro objetivo final es nada menos que lograr la integración del cine latinoamericano.
Así de simple, y así de desmesurado”.
El Observatorio Brasileño del Cine y el Audiovisual (OCA) publicó sus informes anuales de Distribución en Salas de Cine, Exhibición y Video Doméstico. Los análisis ofrecen los resultados finales del mercado audiovisual brasileño de 2013. El informe actualiza las cifras divulgadas en la primera quincena de enero de 2013. En cuanto al informe sobre el video doméstico aporta datos inéditos. La publicación es realizada por la Superintendencia de Asistencia al Mercado de la Agencia Nacional de Cine (ANCINE).
El Informe de Distribución en Salas presenta un panorama de la taquilla en salas de cine en los últimos cuatro años, de 2009 a 2012, una novedad en relación a los informes anteriores de OCA. Entre los aspectos más destacados del período analizado está el crecimiento de un 30 % en los ingresos por entradas vendidas y de un 66 % de los ingresos netos de las salas de exhibición del país. El alquiler de títulos brasileños tuvo un crecimiento de 20 % entre 2009 y 2012.
La tercera publicación del Observatorio, el Informe del Vídeo Doméstico, realiza un monitoreo de las obras lanzadas en DVD y Blu-ray en 2012. En total se lanzaron 1 038 nuevos títulos en DVD, de los cuales 66 fueron brasileños, realizados por 31 distribuidoras que operan en el territorio nacional. En el período analizado, las distribuidoras brasileñas realizaron más lanzamientos que las distribuidoras internacionales (llamadas majors): 717 lanzamientos de distribuidoras brasileñas contra 321 de las majors en total. En el formato Blu-ray, los lanzamientos totalizaron 455 títulos, 20 de ellos brasileños.
De los 66 títulos brasileños lanzados en DVD en el período, 44 de ellos, o lo que es lo mismo el 67 %, fueron títulos que tuvieron su primera exhibición en los cines entre 2008 y 2012. Otros 10 títulos (15 %) fueron obras relanzadas o lanzadas directamente en video. Series de televisión, mediometraje, cortometrajes y videos educativos constituyeron, a su vez, 12 de los lanzamientos (18 %).
Producción audiovisual brasileña
Después de la retomada del cine brasileño de los año 90, la producción se consolidó. La estética de los filmes conquistó espacios internacionales con grandes producciones; la escena alternativa conoció un auge y la publicidad ganó premios por su creatividad.
Desde 1993, la Ley 8 685, conocida como Ley del Audiovisual, y la política pública hicieron posible toda esa producción. Basada en el modelo de Lei Rouanet, la Ley permite que los patrocinadores de cine reciban una exención de hasta el 100 % del impuesto sobre la renta; un fenómeno que generó el ascenso reciente del cine nacional, pero también críticas en tanto que esas producciones podrían responder a los intereses de empresas e iniciativas privadas.
De cualquier forma, la cadena productiva audiovisual es de las más complejas. En general, son muchas las etapas para llegar a un producto audiovisual: sinopsis, argumento, guion, story board, filmación, edición, digitalización y finalización. Los costos de equipamiento y de recursos humanos de cada etapa son altísimos, por eso fue necesaria la Ley del Audiovisual en aquel momento histórico, que continúa siendo su motor impulsor.
Antes de ANCINE, órgano que regula el sector, existieron diversas tentativas al respecto: el Instituto Nacional de Cine (1966-1975), Embrafilme (1969-1990) el CONCINE (1976-1990). En la actualidad, además de ANCINE, el sector es también responsabilidad de la Secretaria del Audiovisual del Ministerio da Cultura.
O Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) trouxe, nesta segunda-feira (10), os informes anuais de Distribuição em Salas, Exibição e Vídeo Doméstico. As análises trazem os números finais do mercado audiovisual brasileiro em todo ano passado. Os informes atualizam os números divulgados na primeira quinzena de janeiro, enquanto o informe de Vídeo Doméstico traz dados inéditos. A publicação é da Superintendência de Acompanhamento de Mercado da Agência Nacional de Cinema (Ancine).
O Informe de Distribuição em Salas apresenta um panorama das bilheterias das salas de cinema nos últimos quatro anos, de 2009 a 2012 – uma novidade em relação às publicações anteriores do OCA. Entre os destaques do período analisado, está o crescimento de 30% nos ingressos vendidos e de 66% na renda bruta das salas de exibição do País. A arrecadação dos títulos brasileiros teve um crescimento de 20% entre 2009 e 2012.
A terceira publicação no Observatório é o Informe de Vídeo Doméstico, que traz o monitoramento das obras lançadas em DVD e Blu-ray em 2012. Ao todo, foram 1.038 novos títulos em DVD, dos quais 66 brasileiros, lançados por 31 distribuidoras que operam em território nacional. No período analisado, as distribuidoras brasileiras fizeram mais lançamentos do que as distribuidoras internacionais (majors): foram 717 lançamentos de distribuidoras brasileiras contra 321 das majors no total. No formato Blu-ray, os lançamentos totalizaram 455 títulos, 20 deles brasileiros.
Dos 66 títulos brasileiros lançados em DVD no período, 44 deles, ou 67%, são títulos que tiveram sua primeira exibição nos cinemas entre 2008 e 2012. Outros 10 títulos (15%) são obras relançadas ou lançadas diretamente no vídeo. Séries de TV, médias-metragens, curtas-metragens e vídeos educativos constituem, por sua vez, 12 lançamentos (18%).
Produção audiovisual brasileira
Depois da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990, a produção foi consolidada. A estética dos filmes ganhou o mundo com grandes produções, a cena alternativa está em alta e a publicidade ganha prêmios pela inventividade.
Desde 1993, a Lei nº 8.685, conhecida por Lei do Audiovisual, é a política pública que faz existir toda essa produção. Baseada no modelo da Lei Rouanet, permite que patrocinadores do cinema ganhem isenção de até 100% do Imposto de Renda, o que gerou tanto a ascensão recente do cinema nacional quanto críticas de que essas produções seriam de interesse de empresas e da iniciativa privada.
De qualquer forma, a cadeia produtiva audiovisual é das mais complexas. Em geral, há dez etapas a seguir para chegar a um produto audiovisual: sinopse, argumento, roteiro, story board, decupagem, filmagem, decupagem do material filmado, digitalização, edição e finalização. Os custos de equipamentos e de recursos humanos para cada etapa é altíssimo, por isso, no País, a Lei do Audiovisual, foi necessária naquele momento histórico, e continua sendo mola propulsora.
Antes da Ancine, órgão que regulamenta o setor, houve diversas tentativas, a começar pela Instituto Nacional do Cinema (1966-1975), a Embrafilme (1969-1990) e o Concine (1976-1990). Hoje, além da Ancine, o setor também é responsabilidade da Secretaria do Audiovisual, do Ministério da Cultura.
Grandes produções
A produção de Cidade de Deus (2002), amplamente premiado no mundo inteiro e indicado ao Oscar, é um marco, principalmente pelo fato de o diretor, Fernando Meirelles, ter sido antes disso um grande nome da publicidade. O Brasil leva anualmente mais de 20 leões no Festival de Cannes, tendo inscrito mais de dois mil trabalhos, uma produção internacional de grande vulto.
Nas bilheterias, os filmes nacionais ainda perdem para produções estrangeiras, principalmente norte-americanas, mas o público não é de se ignorar. O filme brasileiro que mais atraiu pessoas às salas foi Tropa de Elite 2, com mais de 11 milhões de espectadores, seguido por Se Eu Fosse Você 2, Dois Filhos de Francisco, Carandiru e Nosso Lar.
Fonte: Agência Nacional de Cinema